São Caetano do Sul,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Regildenia, a mais nova integrante do quadro da FIFA


Convocada para o seu primeiro Campeonato Internacional, Regildenia fala sobre sua trajetória em entrevista:

Driblar preconceitos, viver sob pressão de atletas no campo e jamais ter receio de punir infratores com o cartão amarelo ou vermelho. A velha máxima de que “futebol é coisa para homem” não está no vocabulário de Regildênia de Holanda Moura, a Gil, 36 anos, moradora no Jardim Detroit, em São Bernardo. Desde 2004, é uma das três melhores árbitras da FPF (Federação Paulista de Futebol), onde ingressou após passar em muitos testes.

Em 2007, Gil foi incluída também no quadro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A partir daí, passou a viajar por esse interior afora e buscou forças para a sua auto-afirmação. Afinal, a oportunidade de apitar na Primeira Divisão (após trabalhar nas Séries A2, A3 e Segundona) bateu mais rápido do que previa à sua porta. Em seu álbum, ela valoriza fotos dos principais jogos e partidas de final de ano com a estrela Marta, Rubens Barrichello, Carlos Alberto Parreira e Felipe Massa.

Separada, sem filho, Gil começou a apitar futebol na várzea em 1990 nos campeonatos da Liga de São Bernardo. Já apitou decisão da tradicional Copa Kaiser e optou por ser árbitra central, e não apenas assistente. “Juiz ganha R$ 2 mil por partida e assistente apenas a metade. Portanto, eu quero estar no centro do campo comandando. Sou feliz assim.”

Desde os tempos do “terrão na várzea”, segundo Gil, ela sempre foi vaidosa fora de campo: usa batom, cremes caros, perfumes, pinta o cabelo, unhas e se veste bem para chegar aos estádios. Dentro de campo, Gil muda sua personalidade, assume a postura de árbitra e se faz respeitar. “Meu ex-marido já me dizia: você é mandona.”

Nascida na pequena cidade de Ouricuri, Pernambuco, Gil veio morar no ABCD com pouco mais de 10 anos. “A Gil sempre foi muito determinada, é respeitada e merece tudo o que conseguiu até hoje”, elogia o vice-presidente da Liga, Saul Lino.

A árbitra não quer filhos em função da carreira, excesso de viagens e, principalmente, por estar na Primeira Divisão. Para Gil, a ex-árbitra Sílvia Regina “abriu as portas” para a mulher na profissão, mas admite ser fã de um homem, o também juiz Wilson Luiz Seneme.

Por Edélcio Cândido / ABCD Maior

PARABÉNS PELA CONQUISTA RÊ, BOA SORTE NA CARREIRA INTERNACIONAL!
E AGUARDEM PQ ELA VAI DAR OQ FALAR....
GRAZI

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Atletas vivem noite de gala no Theatro Municipal do Rio

Luís Bulcão - Direto do Rio de Janeiro 

Foto: Satiro Sodré/Agif/Gazeta Press
Calções e camisetas, vestimenta costumeira para a turma que transpira em busca de medalhas para o Brasil, foram deixados no armário. Esta segunda-feira foi noite de vestidos e ternos para Maurren Maggi, Fabiana Beltrame, Fabiana Murer, César Cielo e outros 44 esportistas que receberam o Prêmio Brasil Olímpico 2011, concedido pelo COB para o melhor atleta do ano em cada modalidade.
Nos intervalos da premiação, apresentações de música e dança contaram a trajetória do atleta brasileiro até o ano olímpico - começando por Pequim, palco das última edição dos Jogos Olímpicos em 2008, passando por Lisboa, onde ocorreram os jogos da Lusofonia em 2009, por Medelin, que recebeu os IX Jogos Sul-Americanos, e Guadalajara, sede dos Jogos Pan-Americanos de 2011. 

A última apresentação, liderada por Zélia Duncan, que cantou um pout-pourri de Beatles com Here Comes the Sun e I Wanna Hold Your Hand, aterrissou em Londres, sede da Olimpíada de 2012. 

Além dos atletas, receberam homenagens os técnicos Rubén Magnano, que levou o basquete masculino brasileiro de volta aos Jogos Olímpicos, e Rosicleia Campos, a "Tia Rosi", que comanda a Seleção olímpica de judô. Bernard Rajzman, ex-jogador de vôlei, integrante da Seleção prata em Los Angeles (1984) e inventor do saque "jornada nas estrelas", foi homenageado com o troféu Adhemar Ferreira. 

Após a cerimônia, visivelmente emocionado, Bernard - que será Chefe da Missão Brasileira em Londres - disse que não lamenta não ter alcançado o ouro em 1984. "No Brasil, temos o costume de valorizar só o campeão. Mas não é assim. Há muitos competindo e às vezes não se consegue atingir o grande objetivo. Manter a intenção do título é muito difícil e o vôlei do Brasil hoje está lá sempre entre os primeiros", afirmou. 

Cielo e Murer ficaram com o grande prêmio da noite, melhor atleta masculino e feminino, eleitos por voto na internet após seleção de atletas feita por um colégio de eleitores compostos por jornalistas, técnicos dirigentes e ex-atletas.


Fonte: http://www.terra.com.br/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Seleção feminina conquista o Ouro no Torneio Cidade de São Paulo

 
Foto:campomaioremfoco.com.br
Principal estrela no título da Seleção Brasileira de futebol feminino, a versátil Érika não quis saber de vaidades e esbanjou humildade após a final neste domingo. Apesar de ter brilhado na decisão do Torneio Cidade de São Paulo e também nos jogos anteriores, ela responsabilizou o técnico do Brasil, Jorge Barcellos, pela vitória diante da Dinamarca. Segundo a heroína do Brasil, o resultado de 2 a 1 só foi possível por causa de uma mudança tática na qual ela foi protagonista. 

Érika começou como zagueira nos outros três jogos da Seleção. Durante as partidas, ela chegou a ir para o meio-campo e para o ataque, mas só na final foi escalada desde o princípio como volante. E foi dessa forma que ela fez dois gols e decretou a virada contra a Dinamarca. "A tática foi primordial. A gente precisava de mais gentena frente e dessa vez eu fui pra volante. Com isso a gente teve mais gente para atacar", analisou. 

O primeiro gol de Érika aconteceu após confusão na área e o segundo foi um golaço, com um chute de primeira de fora da área. Mesmo assim, ela dividiu os méritos da vitória com suas companheiras: "não faço nada sozinha. Elas fazem a parte delas e, se a bola sobrou para mim, é porque as outras estavam marcando nos seus lugares. O elenco todo está de parabéns", discursou ela, politicamente. 

Apesar de ter dominado o jogo durante todo o tempo, o Brasil saiu atrás no placar e chegou a ficar nervoso com a possibilidade da derrota em casa, em pleno Pacaembu. Érika contou que no intervalo as jogadoras tinham assumido um compromisso: "no intervalo a gente disse que esse ouro não ia sair das nossas mãos. Cristiane disse o mesmo e complementou: "no segundo tempo a gente melhorou na partida e sufocou o tempo todo", comemorou a centroavante do Brasil. 

As duas, porém, negaram que a vontade de vingança tenha motivado o elenco. A Dinamarca tinha vencido o Brasil por 1 a 0 na última quinta-feira e, neste domingo, o clima foi quente em campo. "Não dá para colocar como vingança. Dá para colocar como aprendizado", disse Cristiane, apoiada por Érika: "a gente só estava concentrada em busca de um resultado perfeito", minimizou. 

O técnico Jorge Barcellos, que reestreou na Seleção Brasileira neste torneio, disse que o Brasil ainda precisa evoluir: "estamos no começo do processo. tem muito trabalho a ser feito, muitas coisas a serem treinadas. Vamos lapidar as meninas chegar ao nível que a Olimpiada pede, que é um nivel de exigência maior que esse", comentou ele, que nesta passagem só enfrentou seleções que não disputarão os Jogos de 2012 - Dinamarca, Itália e Chile. 

Foi a segunda vez que a Seleção feminina conquistou o Torneio Cidade de São Paulo. A primeira foi em 2009 e, em 2010, o time perdeu para o Canadá. Agora a equipe feminina fechou a temporada e continuará a preparação para as Olimpíadas em 2012, quando enfrentará pelo menos Japão e Estados Unidos em amistosos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Handebol:Brasil encara Croácia por campanha inédita no Mundial


Foto: Edson Lopes Jr./Terra
Após a decepção pela eliminação para a Espanha nas quartas de final do Campeonato Mundial feminino de handebol na quarta-feira, a Seleção Brasileira retorna ao Ginásio do Ibirapuera nesta sexta para melhorar sua participação no torneio. Diante da Croácia, às 14h30 (de Brasília), a equipe verde-amarela comandada por Morten Soubak vai em busca da quinta colocação e de uma despedida da competição com a cabeça erguida no domingo, com um feito inédito na história. 
Desde o bom início do Mundial de São Paulo, o time brasileiro tinha como objetivo terminar no pódio do torneio. A derrota dramática por 27 a 26 para as espanholas estragou o sonho da Seleção, que agora tenta melhorar o resultado obtido há seis anos: o sétimo lugar conquistado na Rússia, campanha mais abastada do handebol nacional.
"O Mundial ainda não acabou para a gente", lembrou a pivô Dani Piedade, com um discurso muito parecido com as demais atletas da Seleção, que encantaram o Ginásio do Ibirapuera com a campanha invicta até o revés da última quarta. "Vamos nos concentrar e mostrar que podemos fazer uma grande campanha, mesmo não chegando às semifinais. Queremos o quinto lugar, que também é inédito", reforçou a armadora Deonise.
No entanto, não será tão simples assim esquecer o revés para a Espanha, em um caldeirão ensurdecedor no qual havia se transformado o Ibirapuera. Até mesmo porque a expectativa é de um público muito menor em relação aos 6 mil presentes no duelo de quartas de final. Em um jogo programado para as 14h30, ainda durante o horário comercial, é mais do que provável que a procura por ingressos seja baixíssima.
Mas, além disso, o dinamarquês Soubak está ciente do baque que a queda diante da Espanha produziu no elenco brasileiro. "A vida é um pouco diferente a partir de agora. Vamos tentar levantar da melhor maneira possível e enfrentar os próximos jogos", comentou o treinador da Seleção Brasileira.
A vitória sobre as croatas já transformaria, em questão de resultados, o desempenho brasileiro em São Paulo o melhor na história dos Mundiais. Isso porque as equipes vencedoras desta etapa decidirão no domingo quem terminará no quinto e no sexto lugar do campeonato. As que perderem brigarão pelo sétimo posto.
O rival mais provável em caso de triunfo contra as europeias será a Rússia, eliminada pela França na primeira das quatro partidas de quartas de final. As representantes do Leste Europeu, campeãs do último Mundial, enfrentarão Angola no primeiro jogo do dia no Ibirapuera, às 11h45.

Fonte: http://www.terra.com.br/

JUDÔ:Érika Miranda conquista bronze na China; Kitadai não passa da estreia


Foto: AP

O Brasil faturou uma medalha logo no primeiro dia de disputa do Grand Prix de judô de Qingdao, na China. Érika Miranda foi bronze, na manhã desta sexta-feira, na categoria até 52kg. Já Felipe Kitadai, até 60kg, ficou fora da briga pelo pódio, pois perdeu logo na primeira luta. A competição conta pontos para o ranking mundial e para a corrida rumo aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
Erika bateu a marroquina Hanane Kerroumi, a italiana Rosalb Forciniti e a francesa Priscila Gneto. Na sequência, porém, perdeu as semifinais para Bundma Munkhbaatar, da Mongólia. Na disputa pelo bronze, levou a melhor sobre a chinesa Hongme He, garantindo assim 80 pontos no ranking.
Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, Kitadai chegou como um dos favoritos e, após ficar de bye na primeira rodada, foi derrotado em seu primeiro desafio, válido pelas oitavas de final. O francês Issam Nour triunfou por um yuko.
No sábado, o Brasil será representado por Bruno Mendonça (-73kg) e Flávio Canto (81kg) no masculino, e Camila Minakawa (63kg) no feminino. O GP chinês é o último do ano.

Fonte: http://www.terra.com.br/

Marta culpa defesa do Brasil por derrota; técnico e jogadoras discordam


 
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Allan Brito
Direto de São Paulo
A Seleção Brasileira de futebol feminino sofreu um duro golpe neste quinta-feira. A derrota por 1 a 0 para a Dinamarca fez com que a equipe nacional perdesse a vantagem do empate na decisão do Torneio Cidade de São Paulo. E a culpa disso é do sistema defensivo - pelo menos na opinião da principal estrela do time, a meia-atacante Marta.
Questionada sobre qual foi o maior erro do Brasil na partida, ela criticou a defesa e disse que isso precisa melhorar para a decisão, que também será contra as dinamarquesas. "O erro foi a marcação. A defesa não pode dar espaço para elas. A marcação não foi das melhores mesmo", comentou ela, que até agora só fez um gol na competição e tem tido atuações de pouco brilho.
Outro problema apontado por Marta foi a falha defensiva nas jogadas aéreas. Se nas outras partidas isso foi um ponto forte da Seleção, nesta quinta-feira a arma se voltou contra a equipe, já que o gol da Dinamarca saiu após uma cobrança de escanteio. "Tem que dar mais atenção às bolas paradas. Nosso maior erro foi a bola parada", observou ela.
Por outro lado, as jogadoras do Brasil e até o técnico Jorge Barcellos preferiram culpar o sistema ofensivo e principalmente o meio-campo pela derrota. "A gente jogou mais sem a bola do que com a bola. Elas envolveram nosso time no meio", avaliou Gabriela, que ainda foi na contramão das declarações de Marta. "Não adianta sacrificar um setor. O grupo todo tem que estar comprometido", comentou.
A goleira Andreia Suntaque também viu mais problemas no setor ofensivo do time. "A gente perdeu o meio-campo para elas. A Dinamarca jogava melhor no meio. Espero que a gente possa trabalhar melhor no meio-campo na próxima partida", torceu ela, que teve que fazer pelo menos duas defesas difíceis para evitar um vexame maior da Seleção.
Já Jorge disse que as zagueiras e meio-campistas do Brasil deveriam ter subido mais pro ataque. E ainda foi simplista ao responder o que precisa mudar no próximo jogo para que o Brasil vença. "É só não errar coisas simples. É isso que nós vamos tentar na final", resumiu ele.
No próximo domingo, também no Pacaembu, a Seleção fará a decisão contra a Dinamarca e precisará vencer para conquistar o Torneio Cidade de São Paulo. Na edição do ano passado, a equipe disputou a final contra o Canadá, ficou no empate e, por ter feito uma campanha pior na primeira fase, perdeu o título em casa. Em 2009, a decisão foi contra o México, mas dessa vez o troféu foi conquistado pelo Brasil com uma goleada por 5 a 2.

Fonte: http://www.terra.com.br/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Goleira artilheira marca de novo, gera "polêmica" e tem gol anulado

Foto: AFP

A goleira Bárbara já havia decidido a vitória por 34 a 33 sobre a Tunísia, na sexta-feira ainda pela primeira fase, com um gol do outro lado da quadra. Nesta segunda, já pelas oitavas de final, a camisa 12 da Seleção Brasileira feminina de handebol resolveu arriscar novamente no encerramento do jogo, com a vitória por 35 a 22 sobre a Costa do Marfim já definida. E a gaúcha, por incrível que pareça, conseguiu - diga-se, com uma ajudinha da arqueira adversária Ndri Kangah.
O gol de Babi, assim como na sexta-feira, alegrou bastante o time brasileiro - que, de quebra, celebrava também a vaga nas quartas de final do Mundial. No entanto, desta vez, o lance gerou polêmica na mesa de arbitragem, que chegou a contabilizar o 36º gol do Brasil e logo em seguida acabou invalidando a jogada, alegando que a partida já havia sido encerrada quando a bola cruzou a linha.
Os juízes, em um primeiro momento, validaram a jogada e o placar eletrônico do Ginásio do Ibirapuera também deu a partida como encerrada por 36 a 22. Rapidamente, porém, o mostrador retirou o gol de Babi. Mesmo assim, a goleira saiu da quadra para conceder entrevista, foi cercada por repórteres e festejou o gol. Citou até o são-paulino Rogério Ceni como grande ídolo.
"Gosto muito dele, que além de um grande goleiro é simples e humilde", disse Babi, que deixou bem claro: não é são-paulina, mas gremista. "Apesar de torcer para o Grêmio, sempre gostei muito do Rogério. Mesmo sendo o grande ídolo que é, ele não se deixa ser arrogante", elogiou.
Babi, inclusive, havia recebido a informação de que seu gol havia sido legal. Segundo a goleira, a mesa de arbitragem havia validado a jogada quando questionada pela supervisora da Seleção, Rita Orsi. No entanto, menos de 30 minutos depois, foi ratificada a anulação. De maneira oficial.
Mesmo sem o gol de Babi, o Brasil venceu com tranquilidade a Costa do Marfim por 35 a 22 e se classificou para as quartas de final do Mundial, realizado em São Paulo. A Seleção volta ao Ginásio do Ibirapuera na quarta, quando pegará a Espanha, às 20h (de Brasília).

Fonte: http://www.terra.com.br/