São Caetano do Sul,

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Festa de encerramento do Pan 2011

 
 
 
Muitos habitantes de Guadalajara trocaram a tradicional Corrida de Toros na Plaza Nuevo Progreso, inaugurada em 1979, pelo show do cantor Ricky Martin no moderno Estádio Omnilife, palco da festa de encerramento dos Jogos Pan-Americanos, no último domingo.
Curiosamente, o valor dos ingressos na arena de touros varia conforme a incidência de sol. Na sombra, o ingresso mais barato para o espetáculo, com início às 16h30, custa 200 pesos mexicanos (R$ 25,00). Já os espectadores que toleram o astro rei pagam 50 pesos (R$ 6,00) a menos .
De seus 82 anos de vida, Angel Moncayo Torres, nascido em Guadalajara, passou 40 como funcionário da plaza de toros. Ele começou a fiscalizar a entrada do público na época em que a arena se localizava nas imediações do Hospício Cabañas e era chamada apenas de "El Progreso".
 
 
 
"Muita gente preferiu ir à festa de encerramento, porque é a despedida dos Jogos. As pessoas que vão ao estádio precisam sair com antecedência para conseguir chegar a tempo. Se não tivesse a festa, com certeza hoje teria mais gente aqui", afirmou o senhor de bigode fino e cabelo tingido de preto.
Se a parte com sombra das arquibancadas não estava a cheia, o setor ensolarado ficou praticamente vazio. A advogada Catalina Teran, 34 anos, devidamente protegida do sol, frequenta a Nuevo Progreso regularmente e, apesar de manter a fidelidade, citou um possível motivo para o esvaziamento no domingo.
"Muitas mulheres foram para ver o Ricky Martin", afirmou, sorrindo. Lembrada que o cantor nascido em Porto Rico e mundialmente conhecido assumiu sua homossexualidade recentemente, a advogada respondeu: "Ricky Martin é Ricky Martin".
O garçom Efrain Ramos, 45 anos, trabalha há 15 na arena. No domingo, diante da presença de público menor que o normal, ele teve tempo para acompanhar boa parte do espetáculo. Pacientemente, explicou detalhes da dinâmica das touradas à reportagem e apresentou outro motivo para o esvaziamento.
"Nos domingos normais, a arena fica com três quartos de sua capacidade ocupados. Como muita gente gostou da festa de abertura, agora todos querem ver o encerramento. Muita gente acha que vai ser ainda melhor", afirmou o garçom, de braços cruzados, enquanto assistia à uma tourada. Enquanto Ricky Martin se preparava para arrasar na festa de encerramento, os toureiros Fernando Ochoa, Cesar Jimenez e Octavio Garcia, mais conhecido como "El Payo", entretinham o público que se manteve fiel. No domingo, cada um enfrentou dois touros.
Com apenas 22 anos, Payo foi o mais assediado pelos fãs ao deixar a arena, mas sentiu a diminuição de público. "Eu acho que as pessoas que realmente gostam das touradas vieram. Mas, por outro lado, o Pan-Americano e o triunfo dos atletas é muito importante. Teve muita gente que apoiou os atletas mexicanos e vai ao encerramento", disse.
Mais experiente, Ochoa não participará das corridas do próximo domingo, mas prevê que tudo volte ao normal na Nuevo Progreso com o final dos Jogos. "Deus queira que sim, porque o Pan-Americano atraiu muita gente", afirmou o toureiro de 34 anos.
As touradas terminaram às 19h30, meia hora antes do início da festa de encerramento. Ainda que tenha mantido a fidelidade às corridas de touros na Nuevo Progreso, boa parte do público saiu rapidamente e sem tietar os toureiros para chegar em casa a tempo de não perder a cerimônia no Omnilife.

Fonte: http://www.terra.com.br/

Brasil leva sustos, mas confirma favoritismo no vôlei de praia

 
Foto: Reinaldo Marques/Terra
 
Com títulos tanto entre os homens quanto entre as mulheres, o Brasil confirmou os prognósticos no vôlei de praia durante o Pan-Americano de Guadalajara. Mas não sem antes levar alguns sustos, especialmente na modalidade feminina, em que Juliana e Larissa viraram uma final praticamente perdida. Já Alison e Emanuel venceram a decisão com tranquilidade, mas foram surpreendidos com uma derrota ainda na fase inicial.
Em 21 de outubro, Juliana e Larissa fizeram uma partida dramática diante das mexicanas Mayra Aide Garcia e Bibiana Candelas. Após terem dois match points no segundo set, as brasileiras desperdiçaram a vantagem e fizeram um tie-break de 22 minutos.
Apenas as 31ª colocadas do ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), Garcia e Candelas estavam empolgadas, abriram 13 a 10 e tinham a vitória nas mãos diante das líderes da lista, mas não conseguiram o ponto decisivo, perdendo por 21/15, 22/24 e 22/20.
"As três coisas foram complicadas. O sol, a torcida e a Bibi (Candelas) que estava com 2,20 m hoje", disse Juliana, brincando com a altura de 1,96 m da atleta rival e falando sobre a alta temperatura de 34º C na arena lotada de Puerto Vallarta, sub-sede do Pan.
Campeãs também nos Jogos do Rio de Janeiro 2007, as brasileiras não tiveram dificuldades no restante da competição. Dos 13 sets disputados em Guadalajara, elas só perderam mesmo um contra as mexicanas.
Na competição masculina, Alison e Emanuel também viajaram ao México com a responsabilidade de formar a dupla número um do planeta. Logo na segunda rodada, no dia 18, eles perderam por 21/19 e 21/11 para os cubanos Carel Piña e Sérgio Gonzalez e avançaram à fase de mata-mata apenas na vice-liderança de sua chave.
A revanche poderia vir na semifinal, mas Piña e Gonzalez acabaram derrotados nas quartas pelos mexicanos Aldo Miramontes e Ramon Virgen. Diante dos donos da casa, os brasileiros se desconcentraram no segundo set, mas ignoraram a força da torcida e venceram por 21/19, 20/22 e 15/6. A decisão, mais fácil, foi fechada em 21/17 e 21/12 diante dos venezuelanos Igor Hernandez e Farid Mussa, em 22 de outubro.
Emanuel, campeão olímpico em Atenas 2004, terceiro colocado em Pequim 2008 e ganhador no Rio de Janeiro 2007 ao lado de Ricardo, desfez a vencedora dupla há dois anos e agora pensa em subir ao pódio com um novo parceiro nos Jogos de Londres, na próxima temporada. "Nossa participação no Pan foi excelente. Aprendemos muito, mas daqui a seis meses temos que estar mais afiados para os Jogos Olímpicos", diz o veterano, 38 anos, que deve se aposentar em 2013.

Fonte:www.terra.com.br

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Futebol Feminino, o nosso orgulho....


 
Foto: AP
 
Renato Pazikas
Direto de Guadalajara (México)
A história é sempre a mesma. Cada vez que a Seleção Brasileira feminina de futebol disputa um título, a cobrança por um maior reconhecimento do esporte acontece. E parece que nada muda. Ainda falta investimento e as atletas acabam procurando os clubes do exterior para se sustentarem.
Após a derrota na final dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o técnico da equipe, Kleiton Lima, foi quem levantou a bandeira. "Quando tem Pan e Olimpíada, voltam a falar do futebol feminino. É sempre um esporte que acaba conquistando, se não o primeiro lugar, um dos primeiros", afirmou.
O Brasil teve a medalha de ouro na mão. Mesmo atuando com um time jovem e sem oito titulares do último Mundial, vencia o Canadá na decisão por 1 a 0, mas sofreu o empate aos 43min do segundo tempo. Após igualdade na prorrogação, a Seleção caiu nos pênaltis por 4 a 3 e ficou com a prata.
"A gente vai sair daqui e essas atletas voltam a ser anônimas. Ninguém vai se lembrar de uma Bagé, que foi medalhista em Olimpíada, de uma Formiga, que é uma atleta em evidência fora do País. Aqui elas entram no supermercado e ninguém as conhece", desabafou.
Para Kleiton, o que precisa ser mudado é a forma como a imprensa trata o futebol dentro do País. O masculino concentra todas as atenções, enquanto o feminino, ainda sem uma liga consolidada, segue em busca de mais recursos. "Falta esse apoio, principalmente da mídia. É importante acompanhar o dia a dia dessas atletas, o processo de formação delas", explicou.

Fonte: http://www.terra.com.br/

Após "escapar" de apito, Ana Cláudia leva ouro e nega papel de musa


 
Foto: Agência Luz / BM&FBOVESPA
Celso Paiva
Emanuel Colombari
Direto de Guadalajara (México)
Ana Claudia Lemos conquistou a medalha de ouro dos 200 m rasos feminino nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em uma final muito equilibrada. Nesta sexta-feira, a brasileira completou o percurso no Estádio Telmex de Atletismo em 22s76, contra 22s86 da jamaicana Simone Facey. E, por muito pouco, Ana Cláudia não perdeu a prova.
A culpa, segundo ela, seria de um apito nas arquibancadas. "Quando saí da curva e entrei na reta, escutei um apito e achei que era pra parar. Só que aí eu vi que a jamaicana não parou e eu continuei a prova", disse a atleta do Brasil, que disse ter dado uma leve desacelerada. "Eu consegui recuperar. O apito começou a ficar mais forte e achei que era pra parar", explicou.
Perguntada se um apito mais forte poderia ter tirado os 0s10 que deram a ela a vitória sobre a jamaicana Simone Facey, Ana Cláudia reconheceu a chance. "Pode ser que sim", disse.
Apesar da proximidade com Facey e do apito do torcedor, a brasileira tinha certeza de que havia conquistado a medalha de ouro ao cruzar a linha de chegada. "Foi uma prova muito forte, e eu vi que tinha vencido, por pouquinho ,mas vi que tinha vencido. Estou muito satisfeita com essa vitória", assegurou.
Após a vitória, Ana Cláudia Lemos comemorou muito com integrantes da equipe brasileira de atletismo que estavam nas arquibancadas próximas à pista. Com seu ouro assegurado, ela tem agora outra meta: voltar ao topo do pódio com a equipe do revezamento 4x100 m.
"Eu queria acabar logo. Ou ia ser campeã pan-americana, ou ia embora triste. Graças a Deus, consegui ser campeã pan-americana e sair feliz", afirmou ela, com a sensação de dever cumprido. "Agora vem a segunda etapa, o revezamento 4x100 m. Espero levar mais uma medalha para o Brasil", completou.
A equipe feminina do revezamento compete nesta sexta-feira, e conta também com Rosemar Maria Coelho Neto, Geisa Coutinho, Vanda Gomes, Franciela Krasucki e Rosângela Santos. Rosângela integra a equipe de "trigatas" que a equipe de atletismo elegeu, ao lado de Maurren Maggi e Lucimara Silvestre. Perguntada se poderia integrar a "seleção" de beldades do Brasil, Ana Cláudia desconversou.
"Eu prefiro ser uma grande atleta. Uma grande gata, deixa pra outro lado", resumiu

Fonte: http://www.terra.com.br/

"Foi um resultado de muito mérito", diz técnico de Seleção após prata


 
Foto: Reinaldo Marques/Terra
Renato Pazikas
Direto de Guadalajara (México)

A Seleção Brasileira feminina de futebol conquistava o ouro dos Jogos Pan-Americanos até os 43min do segundo tempo. No entanto, tomou um gol no final e perdeu a primeira colocação para o Canadá, nos pênaltis. Apesar da frustração, o técnico Kleiton Lima valorizou a campanha, especialmente por conta dos desfalques das grandes estrelas, Marta e Cristiane, da competição no México.
"Não é um resultado para se preocupar, é um resultado de muito mérito. Esse Pan-Americano foi totalmente contrário ao do Rio. Trouxemos uma equipe mesclada, sem oito titulares da Copa do Mundo. Provamos que o Brasil briga de igual para igual com qualquer equipe do mundo", afirmou o treinador, que procurou minimizar a derrota inesperada e ocorrida apenas nos pênaltis.
"Futebol é assim. Em uma fração de segundo, algo muito real, que estava bem perto, escapa. Não é momento de achar quem falhou. Poderíamos ter matado o jogo, mas elas estavam exaustas. O time jogou bem. Na prorrogação, o time estava desgastado, não conseguiu aguentar", explicou o treinador.
O desgaste físico prejudicou muito a Seleção Brasileira na decisão dos Jogos Pan-Americanos. Depois de abrir o placar logo no início do jogo com Debinha, a equipe teve a oportunidade de confirmar a medalha de ouro na segunda etapa; mas abusou de perder chances e acabou sofrendo o empate no final - Sinclair anotou o tento. Após a igualdade na prorrogação, o time falhou nos pênaltis, perdeu por 4 a 3 e ficou com a prata.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/rumo-a-2012/pan-americano-guadalajara-2011/noticias/0,,OI5440476-EI17746,00-Foi+um+resultado+de+muito+merito+diz+tecnico+de+Selecao+apos+prata.html

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lucimara planeja comemoração e critica comida da Vila do Pan

 
Foto:EFE  
 
Depois de passar dois anos suspensa por doping, Lucimara Silvestre viveu a redenção com o título pan-americano do heptatlo em Guadalajara, conquistado na quarta-feira. Para comemorar, a atleta que diz ter sofrido com a comida da Vila planeja uma festa a dois com o dominicano Felix Sanchez, competidor dos 400 m com barreiras.
"Quero descansar e me alimentar. Não estou me alimentando bem, perdi quatro quilos aqui e não almoço há dois dias. Preciso me hidratar e me alimentar bem, porque no dia 28 quero comemorar. A comida não é boa na Vila , não estou conseguindo comer", contou.
O dia 28, não por acaso, é a data da final dos 400 m com barreiras no Pan. "Está tudo bem, já acertamos tudo", disse a brasileira a respeito de Sanchez. Porém, ela evitou assumir um possível namoro. "Não posso falar. Mas ele torceu muito por mim. Ontem, conversamos por e-mail e ele me deu boa sorte, disse que o ouro já era meu", contou.
Minutos depois de conquistar o título pan-americano no México, a atleta citou o técnico Jayme Netto Júnior, pivô do escândalo de doping coletivo que a manteve afastada das atividades durante dois anos. Ambos ainda são próximos, mas, oficialmente, ele não pode treiná-la, já que foi banido do esporte.
"Tive a a ajuda do Jayme Netto, que nunca me abandonou, do André Domingos, meu empresário, do meu atual treinador, o Dino Cintra, que confiou no meu potencial, e do meu médico. Não cheguei em Guadalajara com 100% da minha performance, mas está bom", afirmou.
Considerara uma das musas dos Jogos Pan-americanos, Lucimara competiu com os pelos do corpo oxigenados e de unhas alaranjadas. Como não houve tempo para produzi-los, os trajes espalhafatosos ficaram de lado, algo que ela pretende retomar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
"Estou muito feliz. Foi uma superação ter terminado o heptatlo sem lesão. Disputei todas as provas com dor no músculo posterior. Pensei que nem conseguiria terminar. Agora, tenho que tratar isso, disputar o Estadual e tentar fazer índice para as Olimpíadas de Londres", encerrou.

Fonte: http://www.terra.com.br/

Sem vitórias, karateca brasileira é eliminada do Pan

 
Foto: Vipcomm/Divulgação
 
 
Depois de garantir, com Wellington Barbosa, pelo menos uma medalha de bronze no primeiro dia de competições nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o karatê brasileiro não teve o mesmo sucesso entre as mulheres. Representante do País na categoria acima de 68 kg, Jeanis Colzani foi eliminada na fase de grupos.
Colzani se despediu do México sem vitórias nesta quinta-feira. Ainda na primeira etapa da competição, na qual os oito atletas foram divididos em duas chaves, ela foi derrotada por 2 a 1 pela canadense Olivia Grant e por 1 a 0 pela chilena Claudia Vera. Ainda conseguiu um empate ("hikiwake") sem pontos com a venezuelana Yelsy Piña, mas foi eliminada.
A experiente Jeanis, 26 anos, foi campeã sul-americana de karatê em 2009. Ela nasceu em Rolim de Moura, pequena cidade de cerca de 50 mil habitantes localizada em Rondônia.

Fonte: http://www.terra.com.br/