São Caetano do Sul,

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Brasil é campeão do mundo de futebol Sub 20 na Colômbia

                                           Foto: allejo.com.br
 
 
LUIS JAIME ACOSTA - REUTERS

O Brasil, não sem dificuldade, se coroou campeão da Copa do Mundo Sub 20 da Fifa pela quinta vez no sábado, ao derrotar Portugal por 3 x 2 na final do torneio disputado na Colômbia, que trouxe um novo recorde de público ao evento.


Oscar marcou os gols que deram a vitória e o título ao Brasil, comandado pelo técnico Ney Franco, aos 5 minutos, aos 33 dos segundo tempo e aos 21 da prorrogação.

Portugal conferiu os seus graças a Alex e Nelson de Oliveira aos 9 minutos e aos 14 da etapa complementar, respectivamente.

A partida foi disputada no estádio El Campin de Bogotá diante de 36.058 torcedores, que deram à Colômbia um novo recorde de público para o torneio com 1,31 milhões de espectadores, superando os 1,29 milhões de aficionados da copa organizada pelo Egito.

Na final se enfrentaram o Brasil, a seleção mais ofensiva durante a competição com 18 gols, e Portugal, a menos goleada e com a melhor defesa.

A seleção portuguesa, dirigida pelo técnico Llidio Vale, chegou à final sem sofrer nenhum gol, e o goleiro Mika manteve sua rede intacta durante 575 minutos.

O Brasil abriu o placar por meio de Oscar através de uma cobrança de falta pelo flanco direito.

Portugal reagiu e quatro minutos depois empatou com um tento de Alex, que recebeu a bola livre dentro da área depois de um passa de Nelson Oliveira.

A seleção brasileira foi ofensiva, chegou repetidamente ao gol de Mika sem marcar, enquanto Portugal foi uma equipe ordenada taticamente que converteu cada ataque em uma possibilidade de gol, com boa movimentação de seus jogadores e alterações no andamento do jogo.

No segundo tempo, o Brasil controlou melhor a bola e a partida, mas não conseguiu penetrar o sistema defensivo de Portugal, que fez uma marcação por zona e não deixou espaços.

O time europeu surpreendeu e em um contra-ataque Nelson Oliveira chegou ao fundo, superou a zaga brasileira em velocidade e chutou de perna direita uma bola rasteira junto à trave do gol de Gabriel.

O Brasil buscou o empate com mais gana que futebol, mas a defesa e o sistema tático de Portugal, que esteve perto de ampliar a vantagem, foram insuperáveis.

Mas a equipe brasileira chegou à igualdade por intermédio de Oscar depois de uma jogada individual de Dudu, que se livrou de um zagueiro e lançou rumo ao gol.

O arqueiro Mika aparou o tiro, Oscar ganhou o rebote e conduziu a bola ao fundo da rede.

O Brasil, que mostrou uma melhor condição física e se aproveitou do cansaço dos portugueses por conta da altitude, selou a vitória na prorrogação, de novo graças a Oscar, com uma bola mirada na segunda trave de Mika.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,brasil-e-campeao-do-mundo-de-futebol-sub-20-na-colombia,761667,0.htm

VÔLEI: Brasil derrota Tailândia e garante 1º lugar no Grand Prix

 
                                                 Foto: cbv.com.br


 
A Seleção Brasileira feminina de vôlei derrotou a Tailândia neste domingo, em Bangcoc, e garantiu a primeira colocação da fase classificatória do Grand Prix de vôlei. A vitória contra as donas da casa foi conquistada com tranquilidade, por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/12 e 25/18.
Assim, o time comandado por José Roberto Guimarães encerra a fase invicta, com nove vitórias em nove jogos disputados, e apenas dois sets perdidos (um contra a Alemanha, na primeira fase, e outro contra a Coreia do Sul, na segunda fase). Rival brasileira pelo primeiro lugar, a Rússia foi derrotada pelo Japão na rodada e já havia ficado sem chances de superar as brasileiras.
O destaque do jogo foi a central Thaísa. A camisa 6 do Brasil marcou 14 pontos no confronto. Sheilla marcou 11 tentos, e Paula Pequeno contribuiu com outros dez. Pelo time derrotado, a capitã Wilavan Apinyapong foi a maior pontuadora, com 11 pontos.
Mas a garantia do primeiro lugar geral não foi fácil, pelo menos no começo do jogo. No primeiro set, as tailandesas chegaram a ficar na frente do placar na primeira parcial, em 8 a 4. Depois, o time de Zé Roberto começou uma reação e, sem perder a tranquilidade - marca da equipe na competição até aqui - a virada veio logo a partir do 11º ponto, quando a Seleção abriu vantagem e encerrou a parcial em 25 a 16.
No segundo set, no entanto, o Brasil não teve dificuldades e deslanchou no marcador desde o início. Com Thaísa aparecendo nos ataques e bloqueios, o time abriu mais de dez pontos de vantagem, e manteve a proporção até aumentá-la nos instantes finais, fechando a parcial com 13 pontos de diferença.
No último set, por sua vez, as tailandesas tentaram mais uma vez complicar as coisas para as brasileiras, chegando a abrir quatro pontos de vantagem (11 a 7 sobre o Brasil). Zé Roberto então pediu tempo e deu uma sonora bronca nas suas comandadas, como até então não havia precisado fazer. E a chamada surtiu efeito. Com um pouco mais de dificuldade e algumas mudanças no time titular, o Brasil virou novamente o placar e fechou a parcial em 25 a 18, e o jogo em 3 a 0.
Classificado antecipadamente para a fase final, em Macau, a Seleção inicia sua participação na etapa decisiva do Grand Prix na madrugada desta quarta-feira (24), no horário de Brasília. Outras seis seleções e mais a China, país-sede, disputam o título até o domingo (28).

Com informações da Gazeta Esportiva

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DESTAQUE: Brasil derrota México e vai à final no Sub 20

 
                                          Foto:mafiacanarinho.blogspot.com
 
A Seleção Brasileira Sub-20 decidirá o Mundial da categoria. Na noite desta quarta-feira, a equipe comandada por Ney Franco derrotou o México pelo placar de 2 a 0, em duelo realizado na cidade de Pereira, e assegurou a passagem para a decisão da competição realizada na Colômbia. E o resultado positivo ocorreu muito por parte do atacante são-paulino Henrique, autor dos dois gols que garantiram o time nacional na disputa pela taça.
Com a classificação, o Brasil terá pela frente a seleção portuguesa, que avançou à decisão ao derotar a França pelo placar de 2 a 0, também nesta quarta-feira. O confronto entre colônia e metrópole, válido pela final do Mundial Sub-20, será realizado no próximo sábado, às 22h (de Brasília), em Bogotá.
O primeiro tempo de partida muito teve de movimentação, mas pouco rendeu em emoção aos presentes. Mais bem postado no ataque e com jogadores mais talentosos, o Brasil reteve a posse de bola por mais tempo, mas não conseguiu produzir muitas chances, enquanto o México ameaçava nos contra-ataques e bolas aéreas.
Em seu primeiro lance, Oscar, melhor nome entre os garotos brasileiros, arriscou de longe e deu trabalho para José Rodriguez. Pouco depois, o goleiro Gabriel, grande herói da classificação contra a Espanha, acabou acertado pelo pé de Torres, que não pulou após dividida, e ficou com o olho inchado. Contudo, mesmo assim, seguiu em campo.
Apostando nos chutes de fora, Casemiro, Oscar, Henrique e Willian testavam o goleiro mexicano, mas não levavam perigo. Enquanto isso, o time da América do Norte passou a aproveitar a insegurança do machucado Gabriel e levantou uma série de bolas na área.
Em duas oportunidades, o goleiro brasileiro teve trabalho, mas acabou socando a bola para longe. Na terceira, já nos acréscimos, Torres apareceu livre na área e testou para marcar. No entanto, o atacante, responsável pela lesão de Gabriel, estava impedido.
No segundo tempo, novamente muita briga e pouco futebol. O Brasil até tentou mudar, com as entradas de Dudu e Negueba, mas a defesa mexicana parecia bem postada. Do outro lado, os garotos de Ney Franco corrigiram as falhas defensivas e constituíram assim, um duelo com muito poucas chances.
E foi em uma delas que Henrique abriu o caminho da classificação brasileira aos 35min. Após boa jogada de Negueba, o atacante são-paulino ganhou do zagueiro mexicano e colocou no canto de José Rodriguez para marcar.
Ainda antes do fim veio o segundo, em jogada trabalhada na defesa mexicana, aos 38min. O santista Danilo recebeu no meio-campo e tocou para Dudu, que encontrou Henrique livre na área para só escorar e garantir a passagem brasileira até Bogotá.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/mundial-sub20/2011/noticias/0,,OI5301856-EI18283,00-Brasil+x+Mexico.html

PARABÉNS MENINOS !!! QUE FELICIDADE...

Promessas do atletismo brasileiro embarcam para Daegu

 
Ana Claudia Lemos levou três ouros no Troféu Brasil 
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
 
A Seleção Brasileira de atletismo viajou na madrugada desta quarta-feira para a disputa do Campeonato Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, de 27 de agosto a 04 de setembro. O Brasil será representado por 30 atletas e a comissão técnica será chefiada por Ricardo D'Angelo.
Vários atletas que se destacaram na disputa do Troféu Brasil, que aconteceu entre os dias 3 e 7 de agosto no Ibirapuera, vão competir em Daegu. Depois do Mundial, Acontece outra importante competição, os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.
Os outros técnicos da equipe serão Elson Miranda de Souza, Nélio Alfano Moura, Clodoaldo Lopes do Carmo, João Paulo Alves da Cunha, Katsuhiko Nakaya, Edemar Alves dos Santos, Tânia Fernandes de Paula Moura, Sanderlei Claro Parrela, Victor Fernandes e Vitaly Petrov, da Ucrânia.
A delegação contará ainda com o médico Cristiano Frota de Souza Laurino, os fisioterapeutas Rodrigo Solla Iglesias e Maria Paula Ferreira de Figueiredo, e os massagistas Jacy Castilho da Silva e Jorge Antônio Lima.

Veja a lista das mulheres:
Ana Claudia Lemos Silva (SP) - 100 m - 200 m - 4x100 m
Rosangela Cristina Oliveira Santos (RJ) - 4x100 m
Geisa Aparecida Muniz Coutinho (SP) - 4x400 m
Franciela das Graças Krasucki (SP) - 4x100 m
Rosemar Maria Coelho Neto (SP) - 4x100 m
Vanda Ferreira Gomes (SP) - 4x100 m
Joelma das Neves Sousa (SP) - 4x400 m
Bárbara Farias de Oliveira (SP) - 4x400 m
Aline Leone dos Santos (SP) - 4x400 m
Simone Alves da Silva (SP) - 10.000 m
Jailma Sales de Lima (SP) - 400 m c/barreiras - 4x400 m
Fabiana de Almeida Murer (SP) - Vara
Maurren Higa Maggi (SP) - Distância
Keila da Silva Costa (SP) - Distância - Triplo
Elisângela Adriano (SP) - Disco
Andressa Oliveira de Morais (SP) - Disco

Fonte: http://esportes.terra.com.br/atletismo/noticias/0,,OI5299149-EI15503,00-Promessas+do+atletismo+brasileiro+embarcam+para+Daegu.html

Após evitar ver ginástica até na TV, Daiane sonha com volta ao topo


 
 
 
Foto: Eladio Machado/Terra 
 
Marcel Alonso
Ricardo Gomes
Direto de São Paulo
Depois de uma sucessão de contratempos, que inclui contusões, cirurgias e até suspensão por doping, o maior nome da ginástica brasileira voltou. Daiane dos Santos, 28 anos, foi a grata novidade no Meeting Internacional de ginástica artística, em Natal, disputado em junho último. Contra todos os prognósticos, que apontavam para uma apresentação sóbria, sem inovações, Daiane "desfilou" ao som de uma música latina, apresentando ligeiras mudanças em sua coreografia.
Com um "duplo twist carpado", sua assinatura, ensandeceu o ginásio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e recebeu a aprovação dos juízes, que cravaram 13.750 pontos. Título assegurado no solo e votos renovados.
"Não tinha uma forma melhor de recomeçar. Estávamos trabalhando para isso (o pódio), mas a gente nunca tem certeza dos resultados que virão. A tendência é melhorar cada vez mais", comemorou a ginasta, que não competia em nome da Seleção Brasileira desde 2008.
O resultado foi o primeiro de grande estatura após o afastamento por testar positivo em furosemida - Daiane foi penalizada em cinco meses. "Foi uma grande lição. Acho que o mais complicado foi ficar longe das competições, da Seleção Brasileira, era doloroso. Tanto é que eu nem acompanhava ginástica pela TV para não sofrer".
Com o caminho livre para brilhar, Daiane sabe que ainda tem muita lenha para queimar e não para de tramar novas incursões. Todas com cautela, sem qualquer presunção. Mirando o Mundial no Japão e o Pan de Guadalajara, a ginasta deixa bem claro que o seu objetivo é voltar a povoar o primeiro escalão.
"A intenção é sempre de ter uma boa classificação, brigar por uma medalha, estar entre as melhores. A gente sempre busca isso, Nosso trabalho é voltado para isso".
Daiane prefere traçar as metas mais prementes. Londres 2012, por exemplo, ainda é um enigma. Mesmo assim, a campeã mundial em 2003 não se furta em dar os seus palpites sobre a sorte brasileira nos Jogos Olímpicos do próximo ano. Para ela, além das apostas contumazes - Jade Barbosa, Daniele e Diego Hypólito e Laís Souza - outros bons nomes podem surgir ainda neste ciclo. "Só saberemos (se novos valores emergirão) ou não no Mundial (do Japão, em outubro) e na própria Olimpíada. Não tem como prever. Tivemos grandes nomes em outras ocasiões por causa dos bons resultados conquistados antes dos Jogos, mas isso não quer dizer que faltarão talentos nesta Seleção", analisa Daiane, que confia em um "trabalho de formação benfeito" prospectando os Jogos do Rio 2016.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/rumo-a-2012/pan-americano-guadalajara-2011/noticias/0,,OI5301665-EI17395,00-Apos+evitar+ver+ginastica+ate+na+TV+Daiane+sonha+com+volta+ao+topo.html

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Após vice-campeonato mundial, futebol feminino vive crise nos EUA


                                         Foto:receitadosucesso.com

Mesmo tendo a principal liga de futebol feminino do mundo, os Estados Unidos passam por um momento de crise no esporte. Pouco mais de vinte dias depois de conquistar o vice-campeonato mundial, as atletas americanas voltaram a disputar a WPS (Liga de Futebol Feminino Profissional) e convivem com discussões sobre reduções salariais e até de benefícios como plano de saúde e odontológico.
Em seu terceiro ano de existência, a WPS conta hoje com seis equipes e, segundo reportagem do jornal “The New York Times”, o salário anual médio das jogadoras é de US$ 25 mil (cerca de R$ 40 mil). No entanto, apesar do crescimento de índices de audiência e público nos estádios – de 2741 torcedores para 5164 depois da Copa do Mundo -, as atletas dizem que esse valor está caindo e algumas não recebem mais que US$ 200 por partida.
O magicJack, time sediado na Flórida e que conta com sete jogadoras da seleção americana, está inclusive sendo ameaçado de expulsão da liga por violar procedimentos administrativos. Enquanto isso, a atacante Abby Wambach, uma das principais jogadoras do time e da seleção, passou a acumular também o posto de técnica da equipe. Já o dono da equipe, Dan Borislow, alega que os gestores da WPS colocaram em risco a existência do campeonato por conta dos salárioa baixos, que transformaram algumas jogadoras quase em “escravas”.
Nesse cenário de instabilidade financeira, as exceções são duas das atletas mais famosas do futebol feminino. A “goleira-musa” dos Estados Unidos, Hope Solo, que também defende o magicJack e foi a principal responsável pela eliminação do Brasil no Mundial, incrementou sua renda em mais US$ 100 mil por ano graças a um patrocínio pessoal da Gatorade. Já a brasileira Marta, que joga pelo Western New York, tem um salário absolutamente incomparável aos das colegas de profissão, na casa dos US$ 500 mil anuais.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ginastas sem contrato por rixa entre bancos!


                                          Foto: thecouchgymnast.com

Diego Hypolito, Daniele Hypolito e Jade Barbosa vivem uma situação inusitada na seleção brasileira de ginástica. O trio do Flamengo, por conta do patrocínio do banco BMG ao clube rubro-negro, não recebe uma parte da ajuda de custo da CBG proveniente da Caixa, patrocinadora da entidade. Diante da disputa comercial, Diego Hypolito fala em falta de respeito dos envolvidos no imbróglio.
A situação não é exatamente nova. Desde o ano passado, quando o Flamengo acertou o patrocínio do banco BMG, os três atletas não recebem da Caixa. Diego Hypolito, no entanto, voltou a se queixar sobre o tema há duas semanas, após o Campeonato Brasileiro de Ginástica, disputado no início do mês.
Em uma rede social, ele cobrou a CBG por não “fazer contrato com os principais atletas” a um ano dos Jogos Olímpicos. A crítica ficou no ar desde então, enquanto Diego acompanhou a seleção brasileira em competições pelo exterior. De volta, ele explicou a quem estava direcionando as queixas.
“Como é que podem ter atletas que recebem pela Caixa e outros não? Eles me ofereceram um contrato, só que da maneira que ele é oferecido não posso representar meu clube. Eu recebo bem do Flamengo e não tenho nada a me queixar. Não acho que a confederação não seja profissional. Não estou dizendo que não estão me respeitando com palavras. Mas com atitudes sim”, disse Diego Hypolito, sem se exaltar e evitando entrar em conflito direto com as partes envolvidas.
O ginasta não cobra da Caixa um patrocínio individual, com cessão de imagem. Diego já teve um contrato do tipo até meados do ano passado e sabe que esse tipo de compromisso depende do interesse do banco, que não quer “dividi-lo” com o BMG, que patrocina o Flamengo.
Só que os atletas que servem à seleção brasileira recebem uma ajuda de custo mensal. Metade dessa verba é proveniente da Lei Piva, que destina dinheiro arrecadado com loterias para o esporte. O restante vem da Caixa, que assina contratos individuais com cada um dos ginastas.
Diego, Daniele e Jade só recebem a parte da ajuda de custo referente à verba da Lei Piva. Os irmãos Hypolito cobram também a parte da Caixa, enquanto Jade, que tem um patrocínio individual do BMG, está satisfeita sem o acordo com o banco federal.
A CBG, consultada pela reportagem, vê o problema como uma questão entre os atletas e a Caixa e tenta intermediar um acordo, mas não mostra muita animação. “Tem cláusulas nesse contrato com as quais os atletas precisam concordar. Ele não concordou com algumas cláusulas. É direito dele. Neste processo a CBG continua auxiliando”, disse Klayler Mourthé, supervisor das seleções olímpicas da entidade.
O UOL Esporte apurou que as cláusulas em questão impedem que Diego Hypolito e companhia atuem normalmente pelo Flamengo. A CBG nega a informação, mas Caixa e atletas não se entendem porque o banco paga um valor mensal aos ginastas da seleção sob contrato e entende que eles não podem competir ostentando a marca de um banco rival, como seria o caso dos irmãos Hypolito e de Jade.
Em casos assim, é comum que patrocinadores de seleção e clubes, mesmo concorrentes, convivam harmoniosamente. O problema é que a Caixa ainda entende a seleção como algo permanente, como se fosse um outro clube. O salário mensal seria uma prova da relação diferente entre o patrocinador e os atletas.
Dentro deste cenário, a Caixa cobra exclusividade dos atletas no segmento “bancos”, que os atletas não podem cumprir pelo compromisso do Flamengo com o BMG.
Com o impasse longe de um desfecho positivo, Diego Hypolito esclarece que não quer mais voltar a tocar no assunto tão cedo. “Isso vem desde o ano passado. Eu não recebo e uso a marca [Caixa, quando atua pela seleção]. Eu só quero meus direitos. Não estou fazendo rixa. Coloquei daquela maneira porque não via mais escapatória. Agora eu não quero mais falar com ninguém. É um assunto que não está resolvido, mas eu vou pôr um ponto final por enquanto, porque tenho que me focar no Mundial”, disse o atleta.
Até o fim do ano, os ginastas têm dois compromissos importantes, em uma espécie de maratona. No início de outubro, eles disputarão o Mundial de ginástica no Japão, que vale vaga para Londres, em 2012. No dia 17, eles embarcam direto para Guadalajara, no México, onde iniciam, no dia 24, a disputa dos Jogos Pan-Americanos.